
Terra à Vista, Alma à Venda
rap,Darkcinematicrapbeat,eeriemodalmelodyoversparsepianoandsubbass,malevocalswithwhispereddoublesinthehook;versesstaytightandpercussive,hookopenswithlong,drawn-outnotesandhauntingchoralpads;subtlerisersandreverseeffectsunderlinethe“misteriosa”vibe,drumpatterngrowsslightlymoreaggressiveinthesecondhalffordramaticlift
[Intro] Neblina em volta do casco Só vela, madeira e sal Um mapa torto na mão trémula E um nome a escrever o mal (hey) [Verse 1] “Terra à vista”, grita o homem mas o que vejo é muito mais Corpos livres, pele ao sol olhar que não baixa jamais Em Lisboa chamam de sonho a prata, o ouro, o mar Dentro de mim é sede seca fome de mandar, mandar Vejo gente em roda, riso aberto sem senhor, sem cativeiro Lá na corte chamam “herege” a alma fora do roteiro Meu peito faz contas frias cada pulso é um metal Cada pulso vira número cada número, capital [Chorus] Olho pra ti, vejo mercadoria teu grito vira melodia minha mente já te acorrenta (que alma doente, alma doente) Da proa até ao cais da Bahia a correnteza traz a ousadia eu vejo humano e sinto ferramenta (que alma sedenta, alma sedenta) [Verse 2] Do Tejo até ao teu rio sigo a fé do rei e o vício Rezo em voz alta na noite faço do credo meu exercício Misturo cruz com castigo lei de além-mar com navalha Aqui chamam “irmão” ao estranho eu trago o ferro, trago a falha Em Lisboa dizem “progresso” quando a carne tem senhor No Porto brindam ao excesso taça cheia, pouco pudor Eu, Pedro, escrevo na areia um tratado silencioso Teu passo leve na aldeia vira cálculo monstruoso [Chorus] Olho pra ti, vejo mercadoria teu grito vira melodia minha mente já te acorrenta (que alma doente, alma doente) Da proa até ao cais da Bahia a correnteza traz a ousadia eu vejo humano e sinto ferramenta (que alma sedenta, alma sedenta) [Bridge] E se o teu olhar me afoga? E se o teu canto me acusa? Eu calo o medo na espada visto a cobiça de cruz e blusa Portugal na minha língua Brasil nos teus pés descalços entre rezas e correntes vou partilhando os teus pedaços [Chorus] Olho pra ti, vejo mercadoria teu grito vira melodia minha mente já te acorrenta (que alma doente, alma doente) Da proa até ao cais da Bahia a correnteza traz a ousadia eu vejo humano e sinto ferramenta (que alma sedenta, alma sedenta)
